Reforma: sem dor de cabeça na quebradeira

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Reforma: sem dor de cabeça na quebradeira

Mudança em casa ou em apartamento exige planejamento financeiro e psicológico. Conheça as normas técnicas para evitar riscos

Há quem precise reparar vazamentos e tubulações, mas em geral, morar com mais conforto e beleza é o que es-pera quem resolve encarar a “temida” reforma. Com isso, a busca pela resiciência dos sonhos passa por planejamento financeiro e psicológico, mas ainda deve atender às regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Transformações grandes exigem mais tempo e até retirada de toda glamília e objetos do imóvel.

A arquiteta Claryanne Aguiar explica que a permanência dos moradorns até é possível em reformas simples, mas na maioria das vezes todos devem sair de casa por pelo menos uma semana.

“Muitas vezes, o cliente contrata o arquiteto quando o imóvel está na planta, a gente faz o projeto, ele entrega para a construtora, e ela coloca o piso escolhido pela gente, deixa os pontos de iluminação já de acordo com o que foi determinado. Se ele colocou o granito basiquinho, já entrega com o mármore, aí (o cliente) dá só a diferença de valor e não perde tempo, não tem custo de quebra-quebra’.

Foi mais ou menos assim com a advogada Michelle Custódio, 44, após a compra do apartamento no Guararapes. Antes, ela morava com o marido e os dois filhos em um imóvel alugado. “Eu já conhecia os projetos da Claryanne e entrei em contato. A gente quis um projeto mais moderno, com praticidade para o dia a dia. Saiu exatamente como a gente planejou”, descreve.

Os móveis foram feitos sob medida e cada quarto da casa de Michelle possui as características dos integrantes da família. “A nossa sala é integrada com a varanda gourmet, fica bem agradável para receber amigos, tem a churrasqueira, é o local preferido”, acrescenta.

Só este ano, 87 alvarás para reformas em empreendimentos com o acréscimo de até 40 m2 de construção, sem demolição de paredes ou de elementos estruturais, foram aprovados pelas Secretarias Regionais da Prefeitura Municipal de Fortaleza. Além disso, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) emitiu no mesmo período oito autorizações para Acréscimo e Reforma (quando é necessário algum tipo de demolição durante a reforma ou o acréscimo for superior a 40 m2). Em 2017, foram processadas pelas secretarias regionais 257 autorizações para reformas na capital cearense, e a Seuma aprovou sete Autorizações para Acréscimo e Reforma.

Leandro Vasconcelos Mendes, supervisor de assistência técnica da construtora Magis, ressalta a necessidade de apresentar, durante reformas de apartamentos, Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) feita por um engenheiro ou Regularização de Responsabilidade Técnica (RRT) feita por um arquiteto. “Reforma em casa não tem implicância para o vizinho, mas para reforma de apartamento temos a NBR 16.280 que diz o caminho do que pode e não pode fazer. Todo síndico tem a cópia e pode pedir ART ou RRT (do condômino)”, aponta.

Segundo Leandro, os proprietários precisam ter cuidado com alterações em pilares, vigas e lajes, pois a solidez do edifício depende disso. “A questão das tubulações, tem que entender que aquela que passa pela minha parede interliga todos os andares, não posso interromper o fluxo. Outro cuidado é com a troca de revestimento e cerâmica, cuidado para não danificar se aquele piso tiver uma área de impermeabilização’, completa.

Cuidados necessário

Raphael Fontoura, diretor da Adconce, destaca a possibilidade de multa, embargo e responsabilização civil e criminal em caso de reformas irregulares. “Tudo que não é feito conforme a lei, (0 indivíduo) pode ser responsabilizado, tanto o morador, o engenheiro ou arquiteto que estiver executando, quanto o próprio condomínio pelos danos que venham a ser causados em decorrência de qualquer problema”.

ABC DA REFORMA

1 – Separe o dinheiro (valor do projeto e dos materiais, a quantia dos profissionais);

2 – Defina as necessidade e as prioridades dos ambientes;

3 – Planeje a mudança (onde a família ficará ou prazo estimado para entrega);

4 – Estabeleça o cronograma da obra, com horário de chegada e de saída dos funcionários;

5 – Evite divergências entre os integrantes da família na frente dos arquitetos e demais profissionais.

Fonte: O Povo

By |2018-07-20T15:56:25+00:00julho 7th, 2018|Categories: Condominios, Leis|0 Comentários

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